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Suspeita de montar evento de luxo com nome de grife europeia criou personagem portuguesa para enganar vítimas, diz políc

Mayara Cristina Constantino Machado inventou uma empresária portuguesa, que morava em Paris, para dar aparência de verdade aos organizadores da festa.

Suspeita de montar evento de luxo com nome de grife europeia criou personagem portuguesa para enganar vítimas, diz políc
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A suspeita apontada como líder de um grupo de estelionatários que estava montando um evento fictício de luxo usando o nome de uma famosa grife europeia criou uma personagem portuguesa para enganar as vítimas, segundo a Polícia Civil.

 
 
 

O suposto baile de máscaras aconteceria no Centro de Cultura, Esporte e Lazer (CEL) da OAB-GO, em Aparecida de Goiânia. Mas tudo não passava de uma farsa, segundo a delegada Lara Soares, responsável pela investigação.

 
 
 

A líder do grupo é Mayara Cristina Constantino Machado, de 33 anos, que se apresenta nas redes sociais como consultora de imagem e estilo.

 
 
 

Ela e os outros integrantes do grupo foram presos na quarta-feira (18), mas a Justiça determinou que fossem soltos, na tarde de quinta-feira (19), porque considerou ilegais as prisões em flagrante, realizadas na casa deles sem mandado judicial.

 
 
 

Os três, porém, terão que usar tornozeleira eletrônica, além de cumprir outras medidas cautelares.

 
 
 

Sobre o evento que aconteceria no CEL, a Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag/OAB) lamentou o ocorrido e disse que se solidariza com eventuais vítimas.

 
 
 

De acordo com a delegada, para convencer as vítimas de que tudo era verdade, a suspeita criou uma personagem fictícia, chamada Fran de Pierre, uma portuguesa que morava em Paris, que seria funcionária da marca francesa e responsável pelas contratações do serviço para a festa no Brasil.

 
 
 

"Na verdade, não existia festa nenhuma, não existia contratação nenhuma porque não existia essa pessoa", disse Lara.

 
 
 

Para fazer as vítimas acreditarem que tudo era verdade, Mayara criou e-mails em nome dessa "Fran de Pierre", que ela enviava para si própria, com mensagens ora em português, ora em francês. Em seguida, ela encaminhava esses e-mails para os fornecedores alvo do esquema.

 
 
 

Segundo a polícia, o grupo estava atuando em duas frentes: na organização do falso evento, cujos fornecedores tiveram um prejuízo estimado em pelo menos R$ 4 milhões, e no convite às pessoas para essa festa, mediante a compra de supostas bolsas da grife. A polícia não divulgou o nome da marca.

 
 
 

"Nós temos vítimas dos dois lados: as que produziram todo o evento e as vítimas que foram convidadas, mas na verdade para elas serem convidadas, elas tinham que comprar uma bolsa da marca", explicou a delegada.

 
 
 

Marido e cunhada envolvidos

 
 
 

Os outros integrantes do grupo são o marido de Mayara e a cunhada dela, irmã dele. A polícia não divulgou as suas identidades. Segundo a delegada, a prisão foi necessária porque as investigações apontaram para um risco real de fuga.

 
 
 

Mayara é paraense, mas mora em Goiânia há cerca de três anos. O marido, que recebia o dinheiro do esquema, foi servidor público federal, mas pediu exoneração do cargo, de acordo com a delegada. O casal está junto há cerca de oito anos.

 
 
 

"A gente ainda vai apurar se ela só usava as contas dele ou se ele realmente tinha envolvimento. Pelo que a gente viu, pode ser que sim, porque ele participou de algumas reuniões com os produtores (do evento)", detalhou.

 
 
 

Consultora de imagem e estilo

 
 
 

Segundo a delegada, Mayara usava o seu perfil no Instagram para abordar as vítimas, tanto para vender as supostas bolsas da marca quanto para convidá-las para o evento, que aconteceria no próximo sábado, 21 de março. O luxo do baile seria tanto que, segundo Lara, a estimativa era que ele custaria cerca de R$ 12 milhões e teria até shows de cantores sertanejos famosos.

 
 
 

O perfil do Instagram de Mayara possui mais de 7 mil seguidores. Nele, a suspeita se define da seguinte forma: "um perfil que não foca em te ensinar a se vestir de forma elegante, mas, sim, de forma autêntica e intencional".

 
 
 

Segundo a delegada, até agora foram identificadas em Goiás seis vítimas em relação ao falso evento e uma em relação à venda das supostas bolsas da marca que dariam direito ao convite para a festa. Essa pessoa, porém, passou à DEIC uma lista de convidados que seriam potenciais vítimas do Pará, estado-natal de Mayara.

 
 
 

"E ela também já morou no Paraná. Tudo indica, pelo que a gente apurou, que pode haver outras vítimas nesses outros estados, principalmente considerando esse fato de que ela vendia bolsas e não entregava. Existe até um grupo chamado 'vítimas de Mayara".

 
 
 

Até o momento, o trio deve responder pelo crime de estelionato, mas a polícia investiga se houve outros crimes, como associação criminosa e crime contra a propriedade imaterial, ou seja, relacionado a direitos autorais e industriais de uma marca.

FONTE/CRÉDITOS: Verde Vale Mineiros

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