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Com 8 desaparecidos, buscas em Brumadinho completam 1.000 dias

Desde janeiro de 2019, bombeiros só suspenderam a operação duas vezes, devido às restrições da pandemia de Covid-19

Com 8 desaparecidos, buscas em Brumadinho completam 1.000 dias
Busca é considerada uma das maiores ações de salvamento da América PABLO NASCIMENTO / R7
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Passados exatos mil dias do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, equipes do Corpo de Bombeiros ainda trabalham diariamente nas áreas atingidas pela lama com o objetivo de localizar as vítimas que permanecem desaparecidas.

Nesta quinta-feira (21), quando a operação chega ao milésimo dia, oito pessoas levadas pela onda de rejeitos ainda não foram encontradas . As demais 262 já tiveram a identificação confirmada por peritos da Polícia Civil, responsáveis pelas análises genéticas dos corpos localizados em meio ao lamaçal.

O último corpo foi encontrado, em "boa preservação", no dia 2 de outubro deste ano. Ele foi enviado ao IML (Instituto Médico-Legal), que tenta descobrir se se trata de uma vítima já identificada ou é um dos oito nomes ainda desaparecidos.

A última pessoa identificada, no dia 06 de outubro deste ano, foi a técnica de enfermagem do trabalho, Angelita Cristiane Freitas de Assis, então com 37 anos. O corpo dela havia sido encontrado em agosto.

A operação em Brumadinho é considerada uma das maiores ações de busca e salvamento das Américas. Desde o rompimento, em 25 de janeiro de 2019, 4.142 bombeiros de Minas Gerais atuaram na missão. Agentes de outros 16 estados cooperaram nos trabalhos, além da Força Nacional, Forças Armadas e Exército de Israel.

Desde então, diferentes estratégias foram adotadas, com o objetivo de conseguir resultados em meio a mudanças na característica do solo.

Nesse período, as buscas foram interrompidas apenas duas vezes, em função da pandemia de Covid-19. As pausas aconteceram entre os dias 21 de março e 26 de agosto de 2020 e entre março e maio de 2021.

"Para não prejudicar o andamento dos trabalhos, houve a otimização dos Sistemas de Informações Geográficas (GIS) e o aumento do controle dos rejeitos nos Depósitos Temporários de Rejeito (DTR), com o uso de tecnologias que permitiram a quantificação do volume de rejeito vistoriado ou pendente de vistoria, sendo implementada dessa forma a sexta estratégia", explicou a corporação.

FONTE/CRÉDITOS: R7 Notícias

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