Uma mulher, de 43 anos, pediu aos policiais para simularem uma entrega de pizza ao denunciar o marido, de 51 anos, por mantê-la em cárcere privado, a espancar e ameaçar de morte. O suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Ao g1, o major Iuri Teixeira Brito disse que a simulação foi feita para evitar uma situação de refém.
O caso aconteceu em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia, na noite de quarta-feira (27). Em nota, a Defensoria Pública de Goiás disse que cumpriu seu dever legal de representar o investigado durante a audiência de custódia e não comentará sobre o casa.
"Porque ele ia chegar, ele podia me fazer refém, podia me matar, podia me fazer alguma coisa," disse a mulher em entrevista à TV Anhanguera.
Em entrevista à TV Anhanguera, o tenente da Polícia Militar, Felipe Mendes, informou que quando os policias entraram na residência perceberam que a mulher estava muito nervosa e com muito medo.
Segundo o major, os policias estavam fardados e a comunicação foi algo simples: pizza para a senhora (nome da mulher). “Uma vez a porta aberta pela vítima, não tem como ela ser feita de refém,” disse o militar.
Denúncia
Segundo a Polícia Militar, a mulher informou a uma amiga advogada que estaria sendo mantida em cárcere privado em casa pelo marido. A advogada informou o fato à polícia.
Em depoimento à Polícia Militar, o suspeito negou ter ameaçado a esposa. Durante a ocorrência, os policiais encontraram a arma de fogo no maleiro, dentro do guarda-roupa.
O suspeito informou que a arma é registrada, mas não apresentou as certificações necessárias: certificado de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), informou a polícia.
Ao g1, a delegada do caso, Amanda Fernandes de Alvarenga, disse que o caso ainda não chegou à Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam).
Segundo o site de consulta de processos do Tribunal de Justiça de Goiás, o suspeito teve a prisão em flagrante convertida em preventiva na tarde de quinta-feira (28).
Nota
A Defensoria Pública do Estado de Goiás informa que representou o investigado durante a audiência de custódia, cumprindo seu dever legal e constitucional de garantir a defesa de pessoas que não tenham condições de pagar por um profissional particular, e não comentará o caso. Destaca ainda que após a audiência de custódia, deverá ser iniciado o processo criminal e será oportunizado prazo para o acusado constituir sua defesa.